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Boa madrugada, Domingo, 20 de Maio de 2012
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Bem-estar e saúde

EXCLUSIVO

O médico de Gravataí, Caubi da Nóbrega fala sobre, saúde, frio e solidariedade

Embora um enorme conjunto de fatores ambientais interfiram nas condições de sobrevivência do homem na Terra, são os limites extremos de temperatura os que mais danos causam ao organismo humano. E dos dois, o frio e o calor, o primeiro parece ser o que maior quantidade de doenças pode causar.

Assim, é de se entender porque a entrada do inverno acarreta tantas preocupações por parte da sociedade como um todo, e dos seus setores representativos em particular.

De fato, as estatísticas mostram um acréscimo preocupante, não somente nos óbitos, que atingem principalmente os indivíduos mais velhos, mas também nas moléstias associadas às baixas temperaturas, que afetam também os mais jovens.

Então, sintomas respiratórios como falta de ar, tosse, chiado no peito, corrimento nasal, associados a termos como bronquite, enfisema, asma, DPOC e gripe, passam a ser referidos com frequência e a integrar o cotidiano das famílias, que em função desses problemas, e de suas complicações mais graves, têm seus gastos financeiros aumentados, suas preocupações ampliadas e suas rotinas alteradas.

São crianças ofegantes, sofrendo sem poderem respirar, sem conseguirem alimentar-se adequadamente, gerando ansiedade em seus pais; são idosos, queridos por seus familiares, que sofrem a angústia da asfixia, que limita seus movimentos e dificulta as mais elementares atividades da vida diária; são pessoas integrantes das mais variadas classes sociais e econômicas, preocupadas com o sofrimentos de seus parentes, que ofegam, tossem e expectoram. Que não dormem nem se alimentam. E gemem no seu sofrimento, exacerbado pela febre frequente e pelo mal estar, provocado pela necessidade de ingestão constante de medicamentos, que pouco melhoram seu estado, mas produzem toda sorte de efeitos colaterais.

E no entanto, a prevenção para essas complicações decorrentes do inverno parece ser tão simples.

Começa por uma eficaz proteção contra o frio, que consiste no uso de roupas quentes;

no aquecimento possível das moradias; na menor exposição corporal após os banhos diários; na transferência dos compromissos para as horas mais quentes do dia; nas consultas precoces, aos primeiros sinais de enfermidade; no uso correto dos medicamentos prescritos; no abandono radical do fumo em todas as suas formas, ativas e passivas, já que é este, sem dúvida, a maior causa dos problemas respiratórios que a população apresenta, e o que propicia as complicações encontradas nos meses frios, quando os sintomas crônicos que produz  sofrem piora, e a tosse e a falta de ar, que parecem aceitáveis no verão, transformam-se em sofrimento insuportável, para o enfermo e seus familiares.

Mas, entre todos os meios de minimizar o sofrimento dos portadores de doenças respiratórias, o melhor, o mais digno e o que realmente modifica os índices de ocorrência é a solidariedade, que, a par de sua eficácia é, também, o mais barato e o de mais fácil execução.

Consiste na busca dos mais necessitados, seja em grupos ou individualmente, de maneira pública ou anônima, para distribuição de agasalhos e cobertores; de alimentos; de material de construção; de medicamentos, e de orientações.

No mínimo, além da felicidade da participação, há de ficar a satisfação de se ter contribuído para a elevação da taxa média de vida da população, o que beneficia a toda a sociedade. 


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